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Fajã Grande, minha terrinha abençoada

Sinceramente ainda não encontrei no mundo sítio tão cheio de beleza, tão cheio de vida e tão cheio de vistas apaixonantes, mas também há que dizer que ainda não conheço assim tanto do mundo.

Fajã Grande - Ilha das FloresPor acaso não nasci na Fajã, “tive” de ir nascer a outra bela terra, Angra do Heroísmo, mas a ligação que tenho com este cantinho é umbilical, foi aqui que aprendi a andar pelos caminhos cheios de alcatrão (que fazia umas bolhinhas nos dias de muito calor), que aprendi a nadar por este mar infinito e que aprendi a amar. Cada canto, cada pasto, cada cascata, cada cheiro é único e singular, aqui o tempo parece quase parar, parece que todos os problemas que existem no mundo aqui não chegam. Estamos no ponto mais ocidental da Europa, o que automaticamente nos afasta da Europa, mas que também não nos aproxima da América, ficamos em uma espécie de limbo, onde não estamos perto de ninguém, mas também não estamos longe. Isto tem as suas vantagens e desvantagens, mas deixo essa ponderação para as cinco pessoas que chegaram até esta parte do texto.

 

Mas o que tem de especial a Fajã Grande e que pode motivar alguém a trocar três vezes de avião para até aqui chegar?

Bom, temos tanto e tão bom, que começaria pelo facto de termos três dos principais trilhos da ilha a começar (ou a acabar) exatamente na Fajã Grande, falo do

Fanais Experience

PR1, PR2 e PR3, podem encontrar mais informações em http://trails.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/flores.

 

 

 

Se gostas de ir a banhos temos duas fantásticas opções:

Poço do Bacalhau - ilha das Flores

– Poço do Bacalhau, com uma pequena caminhada de 4/5 minutos, a partir da estrada, chegarás próximo de uma brutal e impressionante cascata com água mais fresca que a do mar. Diz-me lá, onde consegues ter uma facilidade destas?

 

– Porto Novo, aqui tens um pedacinho de areia que te ajuda a chegar até ao mar, mas eu pessoalmente gosto muito mais saltar desde o velhinho cais, nada como um belo mergulho para retemperar forças. Tens ainda as piscinas naturais mesmo ao lado do parque de campismo.

 

 

 

E para comer, o que há na Fajã?

Aqui vão algumas opções que recomendo:

Papadiamandis, pode parecer um nome estranho, mas foi inspirado num antigo barco que naufragou na zona costeira da Fajã, o que felizmente não acontece na cozinha deste restaurante. Aqui aconselho o peixe fresco do dia (que é mesmo fresco), uma massa à Papadiamandis ou então um belo bife com carne dos Açores. A vista é de cortar a respiração, e ideal para saborear um belo gin preparado pelo staff sempre atencioso.

Mais info: https://www.facebook.com/papadiamandisfaja/

Restaurante Costa, aqui encontramos pratos com sabor e cor. Podes saborear uma bela espetada de Mero, um bacalhau com natas ou mesmo uma bela fatia de pizza acabadinha de sair do forno. Ah! E as sobremesas… Fantásticas!

Mais info: https://www.facebook.com/Restaurante-Costa-110146947253225/

Barraca Q’abana, aqui a receita é que cada cliente fique satisfeito! Esta receita é claramente de sucesso, já que muitos dos que visitam este espaço voltam, seja pelo local, que tem uma vista estonteante para o último pôr do sol da Europa, seja pela bela espetada de frango ou então pelas bifanas bem temperadas.

Mais info: https://www.facebook.com/Barraca-Qabana-1000518216695301/

 

Aqui ficou um pouco daquela que considero “a minha Fajã”, mas que não me importo de partilhar convosco, desde que não a tratem mal!

Fiquem bem e quando visitarem a ilha das Flores, já sabem qual o primeiro local a visitar na ilha…

 

Armando Rodrigues, um eterno apaixonado por esta fajã tão Açoriana!

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